Meu homelab: como parei de pagar assinatura
Um mês eu somei o que gastava de assinatura e vi que estava pagando caro por serviço que quase não usava. Netflix, HBO, Disney, tudo junto, e na maioria dos meses eu não abria metade. Fora isso, quando queria subir um servidor de jogo pros amigos, uma VPS básica já saía cara e ainda travava por falta de recurso.
Eu tinha um computador parado em casa. Comprei ele um tempo atrás pra montar um hackintosh, mas acabei migrando meu workflow pro Linux e a máquina ficou largada. Instalei o Proxmox nela e o homelab nasceu daí.
O Proxmox roda várias máquinas virtuais e containers num hardware só, então cada serviço fica isolado no seu lugar e eu ligo ou desligo o que quiser sem mexer no resto.
Mídia
No lugar do streaming, uso o Jellyfin pra servir filmes e séries pra qualquer tela de casa. Por trás dele fica a arr stack, que cuida da biblioteca sem eu precisar procurar nada na mão:
- Prowlarr concentra os indexadores num lugar só.
- Radarr cuida dos filmes e Sonarr das séries.
- qBittorrent faz o download.
- Seerr é onde eu, e quem eu liberar, peço um título novo. O resto do fluxo corre sozinho a partir dali.
Pra transcodificação joguei uma Radeon RX 5600 na máquina. Com o transcoding por hardware, o Jellyfin converte o vídeo na hora pra vários aparelhos ao mesmo tempo sem engasgar.
Servidores de jogo
A parte de jogo roda no painel Pelican. Cada servidor fica no seu container, então eu subo o jogo que a galera quer na hora e desligo depois.
Acesso e resultado
Pra chegar em tudo de fora de casa eu uso a Tailscale. Meus amigos entram na minha rede pra jogar como se estivessem na mesma LAN, e eu acesso os serviços de qualquer lugar, com o DNS resolvido pela própria Tailscale em vez de decorar IP.
No fim, o hardware já era meu e a máquina gasta tão pouco que nem pesa na conta de luz. Troquei um monte de assinatura mensal e uma VPS cara por um custo que, no dia a dia, é quase zero. E a biblioteca é minha: não some quando um serviço resolve tirar um título do catálogo.